Com Renato Gaúcho ele pouco jogou em razão de uma série de pequenas lesões, que lhe impediram de ter sequência enquanto migrava dos treinos para o departamento médico; com Julinho Camargo entrou no time, mas em posição mais recuada; agora, com Celso Roth, Escudero se afirma atuando como um meia ofensivo, próximo do centroavante e dos demais articuladores.Foi desta forma que o tímido argentino marcou um gol e ofereceu uma assistência na vitória do Grêmio sobre o Atlético-PR, no último domingo. Titular há três jogos com bom desempenho, ele segue no time que enfrenta o Bahia na próxima quinta-feira.
Escudero contraria uma lógica construída a partir do comportamento habitual dos jogadores argentinos, sempre comunicativos, alguns até mesmo folclóricos. Ao invés da descontração habitual dos conterrâneos, fala pouco e tão baixo que até obriga os operadores de rádio a aumentar a potência dos microfones dos repórteres quando ele concede entrevista.
Segundo Escudero, nada mudou. Ele é o mesmo argentino tímido de sempre. A diferença é a adaptação ao país e ao clube, após quase nove meses desde sua chegada por empréstimo do Boca Juniors.
- Não mudou nada. Sou o mesmo. Sou assim desde o primeiro momento. Vai ser difícil mudar. Tem que ter um período de adaptação, algo que todos têm. Estou integrado ao grupo, muito contente com o estilo de jogar. Sinto-me cômodo dentro de campo. (...) Sempre confiei nas minhas condições, que poderia jogar bem, mas que havia um processo de adaptação. Graças ao apoio de minha família, dos meus companheiros, as coisas ficaram mais fáceis. Faço tudo o possível para mim e para o Grêmio.
Celso Roth não vê problemas na introspecção de Escudero, e lembra que passou pelo mesmo quando trabalho fora do Brasil. De início, logo após a vitória sobre o Atlético-PR, ele brincou ao saber que Escudero havia atendido os repórteres na sala de imprensa do Estádio Olímpico.
- Ah...ele falou para vocês, é? Porque ali dentro ele continua não falando (risos). Ele continua não falando muito. Tenho todo o cuidado com o jogador que chega. O Escudero está aqui desde janeiro. Eu passei por isso também. Fiquei seis, sete anos fora do país, e temos todo um período de adaptação. Temos capacidade de colocar o jogador à vontade. O que o Escudero está fazendo é o que estamos orientando o Escudero a fazer. O jogador argentino é o disciplinado, e o brasileiro também, desde que a gente faça com que eles ajam assim. O Escudero está se sentindo bem, à vontade, e a tendência é crescer.
O centroavante Brandão, que já atuou na Ucrânia e na França, também fez a mesma referência de Roth: a adaptação no exterior sempre é complicada:
- Já morei no exterior, sei como é ter de se adaptar ao país, ao idioma, todo o brasileiro tem que respeitar o estrangeiro que está aqui por causa disso.
Para Marquinhos, Escudero agrega velocidade ao estilo mais cadenciado do meio-campo tricolor:
- Ele nos dá essa característicade velocidade, complementa o Douglas e eu no meio-campo.
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